Podia fazer uma postagem comum sobre as férias...sobre como são curtas ou sobre como mal aproveitá-las.
Mas até que 3 semanas já está de bom tamanho. Acostuma-se. Foi-se o tempo do mês todo [e mais um pouco] de férias. Fica para as crianças que estão empinando pipa ou andando de bicicleta na rua até esta hora.
E não posso reclamar de falta do que fazer...há muito o que fazer e pouco para se ga$tar.
Hoje fui andar pela cidade. Precisava ir ao banco. E dar uma volta...olhar a cidade. A cidade em que vivi por...20 anos. "Vivi". Desde o ensino médio construo minha vida em São Paulo. Ok, pareceu muito tempo. 5 anos.
Andei...observei...pensei.
Sabe aquela sensação de não-pertencimento?
Olho as pessoas. Olho seus olhos. Suas roupas. Seus gestos. Seus acompanhantes.
Penso na minha realidade. Penso no meu mundinho na faculdade, em São Paulo.
Senti como uma visitante na cidade em que cresci. Era para ser normal?
Em casa tudo bem...estou em casa. Mas sair na rua e ver a evolução (ou regressão) do lugar...
Aí penso naquela palavra mágica..."vínculo".
Excluindo minha família, qual o meu vínculo com este lugar? O que me prende a esse lugar senão minha família?
. . .
Será que isso é bom?
Já não tenho muito contato com amigos de colégio. Estudei 8...10 anos com algumas pessoas. E hoje nem sei o que estão fazendo da vida. Pessoas vem e vão, eu sei. Mas como diria alguém, se não veio atrás ou eu não fui atrás...é porque não fazia questão.
Por outro lado...se eu quiser sair sem ter que ir até São Paulo, não conheço ninguém...nem onde ir.
A ideologia, a cultura, a filosofia, a sociologia...não são compatíveis.
Não que eu esteja insatisfeita. Mas a conclusão é que simplesmente não pertenço.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
...reticências...
Porque eu não sei o que pensar...
Na verdade, não consigo concluir um pensamento...não consigo formular uma conclusão.
Dizer que o saldo é positivo seria mentira. Mas estou bem. Ou aparentemente bem. Porque faço bem isso...esconder no sorriso a lágrima do coração.
Queria não ter que admitir que para ficar melhor, não estou bem. Por que é tão difícil admitir que as pessoas tem forte efeito sobre mim?
Um muito obrigada à pessoa que tem paciência para me ouvir...e ouvir...e ouvir =)
Porque eu não sei o que pensar...
Na verdade, não consigo concluir um pensamento...não consigo formular uma conclusão.
Dizer que o saldo é positivo seria mentira. Mas estou bem. Ou aparentemente bem. Porque faço bem isso...esconder no sorriso a lágrima do coração.
Queria não ter que admitir que para ficar melhor, não estou bem. Por que é tão difícil admitir que as pessoas tem forte efeito sobre mim?
Um muito obrigada à pessoa que tem paciência para me ouvir...e ouvir...e ouvir =)
domingo, 26 de junho de 2011
Feeling way too damn good...
Boa é a sensação de história resolvida.
Bom mesmo é se ela de fato foi resolvida.
Queria não ter que voltar. "Queria" não. Quero. Águas passadas não movem moinhos.
E podem passar as águas que forem...que fique a amizade. Essa é a que importa.
Sem ter muito o que pensar...that's the way I like it.
Bom mesmo é se ela de fato foi resolvida.
Queria não ter que voltar. "Queria" não. Quero. Águas passadas não movem moinhos.
E podem passar as águas que forem...que fique a amizade. Essa é a que importa.
Sem ter muito o que pensar...that's the way I like it.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Viver a vida como ela deve ser vivida...com suas lágrimas de alegria, de tristeza, de raiva, de conquista, de dor, de orgulho.
Com arrependimentos...ou nenhum! Apenas ser/ter uma alma livre e fazer o que a vontade mandar.
-*-*-*-*-
Não que eu me orgulhe de certas coisas. Certas coisas são necessárias. Às vezes.
Sem pensar muito. Just let it be.
Com arrependimentos...ou nenhum! Apenas ser/ter uma alma livre e fazer o que a vontade mandar.
-*-*-*-*-
Não que eu me orgulhe de certas coisas. Certas coisas são necessárias. Às vezes.
Sem pensar muito. Just let it be.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Não ia deixar passar em branco.
Porque foi importante sim. Demais.
Essa é a Tukinha. Era. Sei lá...ainda é estranho e difícil me acostumar com a ideia.
10 anos de amizade e lealdade.
Chegar em casa e saber que ela não está ali, deitada no cantinho dela...mesmo que ela não me recepcionasse todos os dias, eu sabia que estava ali, dormindo. Agora é tão...
Passar pelo corredor e não ver a sombra contra a luz do poste da rua é um tanto vazio.
A primeira vez que sobrou comida e não tinha para quem dar, fiquei perdida e com peso na consciência ao jogar comida no lixo (é...dar sobra de comida para cachorro não é desperdício, poxa...)
Ver o jardim e a garagem sem a criatura xeretando os cantos é uma cena estranha. Ver que não há ninguém deitado e dormindo nos degraus da escada é tão "falta algo no cenário"...
Não tem mais o latido que ecoa na rua inteira. Nem o latido irritado para o lixeiro.
Não tive coragem de ir enterrá-la. Deixei para os homens isso.
Bastou ver a agonia e o desespero para respirar. Além do último suspiro. A despedida. O último olhar.
Enough for me. Tenho meus limites né...e a última lembrança que quero preservar é de um ser vivo e alegre. Por isso não gosto de funerais e enterros. Minha cachorra que me entenda.
Queria uma forma bonita de se terminar...mas acho que não vou conseguir.
Engraçado é a influência de um animal em nossas vidas.
Quando meu pai saiu de casa, minha mãe queria que a cachorra fosse junto. Chorei uma noite inteira, até cansar e dormir. A cachorra ficou. Hoje minha mãe fala em adotar outro cachorro. Vai entender.
Acho que tudo o que posso fazer é agradecer as alegrias que tive...travessuras, fugas, as mudas conversas e reflexões na beira da escada.
Quem liga para o jardim destruído? Pêlos e urina everywhere? São só detalhes...
Pessoas e animais vem e vão. Cada um deixa sua marca registrada para nunca nos esquecermos deles. Mesmo que seja uma vira-lata encontrada na rua.
Porque foi importante sim. Demais.
Essa é a Tukinha. Era. Sei lá...ainda é estranho e difícil me acostumar com a ideia.
10 anos de amizade e lealdade.
Chegar em casa e saber que ela não está ali, deitada no cantinho dela...mesmo que ela não me recepcionasse todos os dias, eu sabia que estava ali, dormindo. Agora é tão...
Passar pelo corredor e não ver a sombra contra a luz do poste da rua é um tanto vazio.
A primeira vez que sobrou comida e não tinha para quem dar, fiquei perdida e com peso na consciência ao jogar comida no lixo (é...dar sobra de comida para cachorro não é desperdício, poxa...)
Ver o jardim e a garagem sem a criatura xeretando os cantos é uma cena estranha. Ver que não há ninguém deitado e dormindo nos degraus da escada é tão "falta algo no cenário"...
Não tem mais o latido que ecoa na rua inteira. Nem o latido irritado para o lixeiro.
Não tive coragem de ir enterrá-la. Deixei para os homens isso.
Bastou ver a agonia e o desespero para respirar. Além do último suspiro. A despedida. O último olhar.
Enough for me. Tenho meus limites né...e a última lembrança que quero preservar é de um ser vivo e alegre. Por isso não gosto de funerais e enterros. Minha cachorra que me entenda.
Queria uma forma bonita de se terminar...mas acho que não vou conseguir.
Engraçado é a influência de um animal em nossas vidas.
Quando meu pai saiu de casa, minha mãe queria que a cachorra fosse junto. Chorei uma noite inteira, até cansar e dormir. A cachorra ficou. Hoje minha mãe fala em adotar outro cachorro. Vai entender.
Acho que tudo o que posso fazer é agradecer as alegrias que tive...travessuras, fugas, as mudas conversas e reflexões na beira da escada.
Quem liga para o jardim destruído? Pêlos e urina everywhere? São só detalhes...
Pessoas e animais vem e vão. Cada um deixa sua marca registrada para nunca nos esquecermos deles. Mesmo que seja uma vira-lata encontrada na rua.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
...just try to never grow up.
Já disse o quanto gosto desta música. Ou pelo menos, as pessoas sabem.
Estive pensando no porquê. Dessa vez cheguei a uma conclusão.
A música em si me faz bem. Não só pela musicalidade em si. O que ela me diz.
Há algo que me faz sentir segura. Confiante. Sei lá...Conforta.
Lembra a época de criança em que não tinha medo das coisas. Não tinha porque ter medo. Tudo era mais fácil.
Lembra a parte confortável da vida. Aquela que eu queria voltar no tempo...e queria que durasse para sempre.
Lembra de manter viva uma criança que já fui e gostaria voltar a ser.
Minha parte preferida:
"Take pictures in your mind of your childhood room
Memorize what is sounded like what your dad gets home
Remember the footsteps, remember the words said
And all your little brother's favorite songs
I just realized everything I had is someday gonna be gone"
Memorize what is sounded like what your dad gets home
Remember the footsteps, remember the words said
And all your little brother's favorite songs
I just realized everything I had is someday gonna be gone"
Eu lembro de quando meu pai chegava do trabalho...e chamava meu irmão para por o carro na garagem. Lembro de todo mundo na sala assistindo televisão...brincando, conversando.
Bons tempos. Esqueço do depois. Das brigas dos meus pais. De ir dormir triste. Às vezes até chorando.
Mas enfim...fez parte.
Tempo passou...situações passaram. Faz parte da minha história...de mim. Quem sou eu para negá-las?
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